O Brasil é um dos líderes na fabricação de rações — o país ocupa o terceiro lugar no cenário mundial e é o grande produtor da América Latina. Os dados que comprovam tal relevância foram apresentados na pesquisa Alltech Global Feed Survey 2019. O levantamento indicou um aumento de 3% no volume de ração produzida, totalizando 1.103 bilhão de toneladas em 2018.

A indústria de rações segue em franca expansão, como reflexo tanto do crescimento populacional, quanto do aumento no consumo de proteína. Esse cenário causou a expansão de setores de alimentos, como avicultura, suinocultura, bovinocultura etc. Além disso, a busca pelo bem-estar animal está alimentando a procura por avançados no setor.

É preciso entender que o processo de fabricação de rações inclui a formulação específica de cada produtor, além da escolha dos melhores equipamentos e a busca por uma alta qualidade da matéria-prima. No entanto, existem alguns cuidados que são primordiais para a qualidade do alimento.

Entenda, neste conteúdo, como é o processo de produção de ração e saiba como garantir que os parâmetros de segurança fundamentais estão sendo cumpridos.

Como é o processo de fabricação de rações?

A fabricação de rações depende, na prática, de uma série de fatores e etapas que envolvem desde o cuidado com a matéria-prima, até a fase de transporte e entrega do produto final.

Para que a ração seja produzida, as principais etapas são:

  • recebimento da matéria-prima;
  • pesagem da matéria-prima (dosagem);
  • moagem;
  • mistura;
  • peletização;
  • resfriamento;
  • armazenamento;
  • transporte.

Entre todos esses procedimentos, a moagem, mistura e peletização têm uma importância mais significativa no processo de produção. Mas, ainda assim, todas as etapas têm impacto similar no processo de produção da ração — e, por isso, devem ser observadas com grande atenção.

Deve-se compreender que se o processo de moagem não for bem realizado, por exemplo, não é possível seguir com a produção de boa qualidade. Dessa forma, a mistura não vai ser feita e a peletização também não vai seguir um padrão de qualidade desejável.

Assim como acontece com toda a nutrição animal, a fabricação de rações é uma cadeia. Se uma etapa não der certo, nenhum outra dá, podendo gerar impactos e atrasos que afetam uma boa gestão da fazenda.

Existe outro ponto que faz com que a fabricação de rações seja tão importante, que é a possibilidade de melhorar a nutrição animal a partir do uso de aditivos.

A importância dos aditivos na fabricação de ração animal

Os aditivos têm um importante papel na produção de ração. Eles contribuem para uma melhora na qualidade dessa ração, assim como aumentam o desempenho do animal e atendem às necessidades nutricionais.

Por isso, esses aditivos devem ser encarados como um complemento. Dessa forma, para ter uma ração de qualidade é essencial ter uma boa suplementação. Ela é incorporada na formulação e favorece a qualidade da nutrição animal.

Outro ponto primordial na fabricação da ração é o cuidado com a qualidade. Falaremos sobre isso a partir de agora.

Como garantir a segurança e a qualidade da ração?

A fabricação de uma ração de alta qualidade começa com o recebimento de uma matéria-prima que tenha boas propriedades. Na Vaccinar, a garantia das boas condições dessa matéria-prima é uma prioridade. Por isso, são avaliado pontos como:

  • especificações do material;
  • ausência de pragas;
  • nível de garantia especificado no rótulo;
  • coloração e granulometria.

Também é realizada uma inspeção no caminhão, avaliando se a matéria-prima não sofreu avarias chegando na Unidade em boas condições de uso.

O produtor precisa compreender que o processo produtivo começa prejudicado quando a matéria-prima é de baixa qualidade. Isso pode vir a afetar até mesmo o gestor da fazenda, que no futuro encontra dificuldade com a obtenção de certificações de nutrição animal.

Para tal, a Vaccinar implementou junto à equipe de qualidade uma inspeção minuciosa na qual é avaliada toda a matéria-prima desde o momento no qual ela é recebida até o momento de uso. Mas existem outros pontos que não podem ser esquecidos.

Qualidade da mistura

A qualidade da mistura tem um impacto direto na qualidade da ração. É preciso observar, dessa forma, o tempo de mistura, assim como o volume que é adicionado ao misturador.

Para isso, deve ser feito o teste de homogeneidade. Essa é uma das práticas realizadas pela Vaccinar para garantir que o produto tenha uma mistura adequada e que a fabricação de ração siga níveis satisfatórios de qualidade.

Peletização

A peletização acontece depois da mistura. Nessa etapa, por segurança, é primordial observar o vapor que é injetado. Uma boa peletização garante a durabilidade dos pellets, evita finos e rações queimadas. Assim, há um nível melhor de qualidade refletindo diretamente na hora da alimentação do animal.

A ração com um pellet de boa qualidade, resistente, com tamanho padronizado garantirá que o animal comerá adequadamente. Por isso, o tamanho obtido com a peletização é muito relevante no momento de fabricação de rações em uma indústria.

Resfriamento

Investir em uma boa peletização mas não cuidar do resfriamento da ração é algo que prejudica toda a qualidade do produto final. Uma ração que não é bem resfriada pode chegar a mofar, acarretando grandes perdas para o consumidor.

É com o resfriamento que a ração pode ficar mais firme. Se a etapa não é feita de maneira adequada, a ração pode esfarelar e ficar puro pó.

Esses, no entanto, não são os únicos erros que podem prejudicar a produção.

4 principais erros cometidos na fabricação de rações

A garantia da alta qualidade da ração e a segurança do processo produtivo podem ser prejudicadas por uma série de erros que acontecem durante a fabricação. Separamos os 4 principais problemas.

1. Falta de treinamento operacional

As fábricas nem sempre se preocupam em ter um treinamento eficaz para seus colaboradores. Dessa forma, colocam um operador no processo produtivo, mas não apresentam uma real preocupação em orientar sobre a importância de cada etapa e as melhores formas de realização do processo.

Esse, no entanto, não é o cenário encontrado na Vaccinar. A empresa acredita que treinar o operador é uma prática benéfica. Afinal, ele atua junto com a organização para fabricar um produto de grande importância. Uma equipe que se preocupa com a qualidade e em respeitar os procedimentos de boas práticas de fabricação têm melhores resultados com o produto final

2. Limpeza ineficiente dos equipamentos

A falta de limpeza dos equipamentos utilizados na produção de ração animal é outro erro que, aliás, é cometido frequentemente nas fábricas. Uma indústria precisa que os equipamentos sejam higienizados tanto interna quanto externamente.

A não higienização dos equipamentos pode acarretar em contaminação cruzada, podendo soltar frestas das paredes dos equipamentos prejudicando a qualidade do produto final. Uma boa higienização garante a redução ou eliminação de possíveis perigos que podem chegar até o animal.

3. Ausência do departamento de qualidade

Uma empresa especializada na fabricação de rações que não conta com uma equipe de qualidade fica carente de supervisão na execução dos programas de controle dos padrões produtivos.

Mas é primordial investir em um departamento de qualidade que possa garantir a qualidade da matéria-prima e a realização dos testes de mistura, além de acompanhar o processo produtivo. Na prática, só uma equipe focada nesse aspecto pode garantir que os erros do tipo diminuam.

4. Procedimentos que só existem no papel

Por fim, ter sistemas e mecanismos de acompanhamento do processo produtivo registrado é primordial. Mas para que os resultados sejam percebidos na rotina da empresa esses procedimentos não devem existir apenas no papel.

O que fica claro é que, no processo de fabricação da ração e tantos outros produtos utilizados na nutrição animal, não basta o procedimento ser burocrático: as regras devem ser inseridas na rotina produtiva para que os benefícios sejam alcançados.

A fabricação de rações inclui uma série de etapas, desde o cuidado com a matéria-prima até a moagem, mistura, peletização, resfriamento e toda área de logística. Nesse segmento, focar na redução de custos pode gerar problemas. Por isso, é primordial apostar em fornecedores que têm qualidade e processos rígidos de qualidade

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Esse conteúdo foi produzido com a colaboração de Luciene Chaves, Coordenadora de Garantia de Qualidade da Vaccinar.

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