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A qualidade da carne bovina brasileira é reconhecida internacionalmente, sendo considerada, inclusive, artigo de luxo em alguns países. Ocupando a primeira posição no ranking dos exportadores, a cadeia produtiva de gado de corte nacional é tão eficiente que, até 2020, deve suprir 44,5% da demanda mundial. E o padrão de qualidade exigido pelo mercado, aliado à alta produção, só é atingido com o investimento do pecuarista em conforto animal e estratégias nutricionais.

No Brasil, mais de 95% dos bovinos são criados, recriados e terminados livremente no campo, embora os sistemas de semiconfinamento e confinamento venham ganhando espaço, por permitirem maior controle do ganho de peso. Entretanto, as pastagens brasileiras são deficientes em um ou outro elemento e, independentemente do sistema de criação estabelecido, é indispensável que insumos alimentares sejam oferecidos ao rebanho como complementação nutricional.

Nesse contexto, qual a importância da boa alimentação do gado? E quais são as estratégias nutricionais que podem ser utilizadas para aumentar a produtividade e garantir o maior retorno dos investimentos? Para responder a essas perguntas, elaboramos este artigo para você! Boa leitura!

Quais são as melhores estratégias nutricionais para gado de corte?

As estratégias nutricionais são protocolos elaborados de acordo com as peculiaridades e necessidades de cada fazenda. Além da importância de executar um bom manejo das pastagens, é fundamental que seja oferecida suplementação na seca, um composto enriquecido com todos os nutrientes necessários para suprir as carências e maximizar o potencial de ganho de peso em cada fase de vida do gado.

Para que a complementação ao pasto seja eficiente, é preciso levar em consideração a idade dos animais, para que o ganho biológico e o financeiro sejam bem aproveitados. Isso porque, por exemplo, é na fase de recria que a taxa de conversão alimentar está no seu auge e os investimentos nesse período garantem uma alta rentabilidade.

Além de suprir o rebanho com proteínas e minerais, os insumos nutritivos contêm aditivos que promovem o crescimento e melhoram a digestibilidade no trato digestório, ou seja, melhoram a eficiência alimentar dos animais, que absorverão ao máximo os nutrientes e terão maior produtividade.

Como usar as estratégias nutricionais na vida do animal?

Cada fase de vida do bovino tem exigências nutricionais diferentes. Na época da monta, a vaca é tratada com mineral de reprodução ou suplemento proteico, para que as taxas reprodutivas sejam bem-sucedidas. Após esse período, além de garantir a nutrição adequada para a vaca que está prenha e, ao mesmo tempo, amamentando, os bezerros devem receber as devidas atenções. Confira.

Cria

Essa é a fase em que o bezerro ainda está mamando, mas que deve receber, logo no primeiro mês, o suplemento proteico energético. Essa estratégia assegura que o novilho ganhe 20 ou 30 kg a mais do que se estivesse apenas mamando. Normalmente, essa etapa dura cerca de 6 meses.

Recria

Feito o desmame, o bezerro entra na fase de recria. Esse é o período em que o potencial de engorda dos animais atinge o seu pico e, portanto, as estratégias nutricionais devem ser bem planejadas. Nessa etapa, o objetivo é que o animal ganhe de 6 a 7 arrobas em 12 meses. Para que essa meta seja alcançada, um suplemento proteico energético de 0,1% ou 0,3% do peso vivo é o ideal.

Cabe ressaltar que cada fazenda deve ter uma avaliação específica, uma vez que as pastagens de cada região são diferentes. Além disso, as necessidades nutricionais dos animais variam de acordo com o período do ano: durante a época de seca ou frio intenso, a disponibilidade de forrageiras diminui consideravelmente e é preciso estar atento a isso.

À medida que o boi engorda, é necessário fazer mudanças na infraestrutura da fazenda, como aumentar espaçamento de cocho e colocar cobertura para proteção na época das águas. Por isso, o investimento nessa fase é maior. Em contrapartida, como essa é, também, a fase de maior eficiência alimentar, o retorno é alto.

Terminação

Também chamada de engorda, nessa fase os animais são tratados no pasto, em sistema de confinamento ou semiconfinamento. Na terminação a pasto, normalmente se utiliza suplementação proteico energética com gordura a 0,5%. Porém, esse percentual varia (1% a 2%), de acordo com as chuvas e a estiagem, além de ser considerado o tipo de criação.

Como fazer a gestão da nutrição por indicadores de produtividade?

Os indicadores de produtividade na criação de gado de corte envolvem o ganho de peso dos animais e o valor da arroba produzida. E isso está relacionado a quanto custou ao empreendedor produzir uma arroba de venda. Os valores são quantificados e acompanhados separadamente em cada fase da criação.

Outro índice de produtividade é o ganho de carcaça diário (GCD), mas esse só será sabido após o abate. Esse indicativo, por sua vez, depende do ganho médio diário (o peso do boi na fase pré-abate menos o seu peso quando entrou na terminação dividido pelo número de dias).

O GCD mede a eficiência alimentar e, devido ao controle nutricional durante o confinamento, é possível saber quantos quilos de matéria seca o animal comeu para produzir uma arroba. Quanto maior a eficiência alimentar, menor o custo da arroba.

A suplementação, além de fornecer os nutrientes de que a forragem não dispõe, aumenta a digestibilidade do pasto, fazendo com que o gado consiga aproveitar ao máximo os insumos que recebe. Ao se elevar a eficiência, o custo de produção é reduzido e, consequentemente, o lucro do negócio é maior.

Qual é a importância da nutrição e o seu impacto no negócio?

Na atividade pecuária, é preciso estimar o potencial da pastagem e do animal. O primeiro resulta da interação da forrageira com o meio ambiente e o segundo diz respeito ao valor genético do rebanho. Entretanto, a superioridade genética do animal por si só não garante a boa qualidade dos seus produtos, uma vez que as suas características estão sujeitas às influências externas, como alimentação e bem-estar.

Isso significa que não adianta ter o melhor rebanho do mundo se a nutrição que ele recebe não é adequada. A combinação dos fatores alimentação balanceada, conforto animal e manutenção do status sanitário é que garante o sucesso do negócio. Por isso, o manejo das pastagens deve ser feito corretamente, além de serem traçadas boas estratégias nutricionais.

Com isso, o pecuarista tem a certeza de que produzirá uma carne com as características que contemplam as exigências dos consumidores: mais maciez, suculência e coloração viva.

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Esse conteúdo foi elaborado com a colaboração da Equipe de Nutrição de Ruminantes da Vaccinar.

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