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Qualidade da Água e Implicações Sanitárias: Estratégias de Controle Bacteriológico

Publicado por Comunicacao em | Atualizado em
8 minutos para ler

A qualidade da água constitui um elemento determinante na manutenção da saúde e na maximização da produtividade em sistemas de produção animal. Além de ser essencial para a hidratação e para os processos fisiológicos basais, a água pode atuar como um importante meio na disseminação de microrganismos patogênicos, acarretando prejuízos ao desempenho zootécnico e incremento nos custos de produção. Dessa forma, o controle rigoroso da qualidade microbiológica da água em sistemas de criação intensiva é indispensável para a mitigação de riscos sanitários e a otimização dos índices de eficiência produtiva.                                                                                                                           

A contaminação da água em sistemas suinícolas frequentemente decorre de falhas nos processos de captação, armazenamento e distribuição. Fontes hídricas, como poços rasos, reservatórios e corpos d’água superficiais, podem apresentar elevados níveis de microrganismos, incluindo bactérias como Escherichia coli, Salmonella spp. e Pseudomonas spp., bem como alguns protozoários e vírus de relevância patogênica. Estes agentes etiológicos são responsáveis por enfermidades gastrointestinais e sistêmicas nos suínos em suas diferentes fases de produção, o que podem comprometer a conversão alimentar (CA), o ganho médio de peso diário (GPD) e a taxa de sobrevivência/mortalidade dos animais.                                                                                    

Além disso, variações em parâmetros físico-químicos da água, como pH, podem impactar de maneira adversa o microbioma intestinal dos leitões, particularmente durante a fase de creche, quando os animais enfrentam maiores desafios como a transição alimentar para dietas sólidas e a diminuição da imunidade passiva proveniente do leite materno.

Parâmetros de Qualidade e Monitoramento

A água destinada ao consumo animal deve atender a rigorosos padrões microbiológicos e físico-químicos. Diretrizes técnicas recomendam que os níveis de coliformes totais e fecais sejam próximos a zero, sendo a presença de patógenos absolutamente indesejável. Adicionalmente, a água deve ser incolor, insípida, inodora e isenta de contaminantes químicos que possam comprometer a saúde dos animais.                                                                                                                                 

O monitoramento sistemático da qualidade da água deve incluir análises laboratoriais abrangendo parâmetros bacteriológicos, físico-químicos e de turbidez. As amostras devem ser coletadas em pontos estratégicos do sistema de distribuição, tais como reservatórios, bebedouros e extremidades das tubulações, permitindo a identificação de potenciais focos de contaminação.                      

Estudos recentes evidenciam que a acidificação da água de bebida, por meio da adição de misturas de ácidos orgânicos e inorgânicos, reduzindo o pH para valores próximos a 3,5, promove benefícios significativos ao microbioma intestinal dos suínos. Essa prática resulta na diminuição da prevalência de patógenos como Escherichia-Shigella e bactérias pertencentes à família Enterobacteriaceae. A acidificação contínua não apenas reduz a carga de patógenos presentes na água, mas também favorece a melhor digestão e a absorção de nutrientes, contribuindo para a eficiência metabólica e saúde dos animais.

Estratégias de Controle Bacteriológico

O controle bacteriológico da água em sistemas suinícolas demanda a implementação de estratégias preventivas e corretivas, destacando-se:

1. Tratamento da Água

Filtração: Procedimento que promove a remoção de partículas em suspensão e a redução da turbidez, potencializando a eficiência de tratamentos subsequentes.                                                       

Cloração: Método amplamente utilizado devido à sua eficácia no controle microbiológico e custo acessível. A dosagem deve ser ajustada para assegurar níveis residuais adequados, prevenindo efeitos tóxicos.                                         

Radiação UV ou ozônio: Técnicas eficientes para a inativação de microrganismos sem alterar as características organolépticas ou químicas da água, ideal para sistemas com tecnologia avançada.

2. Manutenção do Sistema de Distribuição

Limpeza periódica de reservatórios, tubulações e bebedouros para evitar o acúmulo de biofilmes, que atuam como nichos para a proliferação bacteriana.   Inspeções regulares para identificar vazamentos e pontos de contaminação no sistema hídrico.

3. Acidificação da Água

A incorporação de ácidos orgânicos (como cítrico e ascórbico) e inorgânicos (como fosfórico) reduz o pH da água, promovendo efeito antimicrobiano direto. Essa estratégia também melhora o ambiente intestinal dos suínos, inibindo a proliferação de patógenos.                                                            

Evidências científicas demonstram que a acidificação contínua para pH 3,4 é altamente eficaz na redução de populações de Escherichia coli e na modulação do microbioma intestinal.

4. Monitoramento Contínuo

A realização de medições regulares de pH e potencial de oxirredução (ORP) é fundamental para garantir a manutenção de condições adequadas. Equipamentos portáteis específicos podem facilitar esse monitoramento em campo.

5. Educação e Capacitação

Treinamento de profissionais envolvidos no manejo para a aplicação correta de técnicas de tratamento e monitoramento da água. Conscientização sobre os riscos associados à água contaminada e suas repercussões na saúde animal e nos índices de produtividade.      

Considerações                 

A qualidade da água constitui um componente estratégico para o sucesso na produção suinícola. A inadequação desse recurso compromete não apenas a saúde dos animais, mas também a segurança alimentar e a sustentabilidade produtiva. A adoção de estratégias robustas de controle bacteriológico, aliada ao monitoramento contínuo e às boas práticas de manejo, é imprescindível para alcançar uma produção eficiente e atender às demandas do mercado global. O investimento na qualidade da água transcende a questão sanitária, representando um diferencial competitivo que agrega valor à cadeia produtiva, promove a saúde animal e assegura a segurança alimentar.

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